A medida da nossa felicidade indicado por Eliane Macabú

O fim do ano traz sempre uma necessidade de repensar a nossa vida. De pensar os acontecimentos, o que deixamos de fazer e o que plantamos para colher no próximo. De realizar um balanço das relações familiares, das amizades, de quem deixamos de lado, dos telefonemas que não demos, das pequenas negligências provocadas pela pressa, pelo excesso de trabalho, por estarmos demasiadamente voltadas para o próprio umbigo. Fui feliz em 2011? Quem não se faz essa pergunta a cada dezembro? E qual é a resposta certa? Dá-la no artigo "Uma outra felicidade".


Objetos desejados são felicidades instantâneas e efêmeras. Trocar de carro, comprar uma sandália nova tem seu encanto, mas fugaz. Nenhuma felicidade é mais sólida do que aquela que vem quando estamos perto daqueles que amamos ou da sensação absolutamente reconfortante de ter aqueles amigos fiéis, a quem podemos telefonar no meio da noite, do cultivo da solidariedade, de fazer bem a alguém. Pessoas trazem muito mais felicidade do que coisas. Pertencer a um grupo é muito melhor do que acumular pertences.


O Natal é o momento ideal para fazer essa avaliação. Com quem temos sido sovinas de afeto? Há quanto tempo não dizemos "eu te amo" para os amigos? E os amigos que não vemos mais? Vá atrás, não deixe passar! Esta é a ocasião perfeita para a união, o reencontro, a confraternização, a celebração. Felicidade é estar cercada de amor. Depois, se quiser reforçar o laço com um presente, nada de errado. Afinal, quando escolhemos algo especial para alguém, estamos dizendo: " Lembrei de você porque você é importante para mim".



Um beijo e Feliz Natal para você!



Eliane Macabú Araújo Pereira é diretora do CECOJ e já está envolvida pela magia do Natal.